Três Letras

Marturinhas

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    Não sinto inspirações nem mais pra poesias
    Sentir-se simplesmente nada é uma agonia
    E todos os meus sonhos viraram pó
    É que eu só queria ficar um pouco só

    Me deliciar e me acabar nas minhas fantasias
    Sentir prazer e ver vantagem em está realmente viva
    Peço ao destino que não se acabem as esperanças adormecidas
    Imploro a mim a coragem que não tive na minha vida

    Aos poucos vou percebendo o descaso
    Que com as coisas e pessoas deste pequena faço
    E é certo que se quebrarem-se as fronteiras mágicas do meu mundo particular
    Tenho TEA, minha velha, mas quero bem mais que chá

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    E de que adianta ter uma inteligência acima do normal?
    Se eu não contar o que suspeito para o pessoal?
    E de que adianta, minha amiga, ter o coração puro e ingênuo?
    Se tudo que doou a Terra é o meu mais precioso veneno?

    Eu olhava pra aquela tela, curiosa, eu me lembro
    Vi que eu tinha o poder de silenciosos gênios
    E de que adianta, enfim, ter tão raro talento
    Dupla excepcionalidade, se coragem eu não tenho?

    Espero acordar um dia e te reencontrar
    Ter alegrias e conquistas pra compartilhar
    E que aqueles sonhos, não sejam mais fantasias
    E sim uma biografia pra contar

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