Artificial

Matheus Brant

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    Olhei e vi do alto o brilho de um clarão
    Sobre a cidade arde a luz da invenção
    Milhões de estrelas vão do céu até o chão
    A ponta do universo em cada construção
    Sorrindo, sentindo o mundo em suas mãos
    O homem no centro da vida
    Brincando de Deus

    A flor é tão bonita e artificial
    Enfeita o mundo em luto e é imortal
    A cor é amarela e bem natural
    É tão moderna ela é tão virtual
    Sem cheiro no meio da sala de estar

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    Vazia, fria, sem vida
    A sombra real:
    Do homem no mundo
    Confuso, no fundo inseguro
    Com pressa, sem nenhum segundo
    Pra poder pensar no porque
    De querer cada coisa criar

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    Composition: Matheus Brant

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