Berenguendéns e Balangandãs

Matheus Gaúcho

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    Nêga da ladeira do Pelô
    Tens o som de salvador
    E a magia que fulgura
    Revolucionar é seu papel
    E a arte do cinzel
    Tu carregas na cintura
    Junto ao tabuleiro nas manhãs
    Há o sonho das irmãs que anseiam liberdade
    Ecoa toda Nzinga de Matamba
    A mandinga e a demanda
    Realeza, identidade

    Balanço que lembra meu adarrum
    Na armadura de Ogum, memória ancestral
    Adorno que guarda no meu ilê
    Herança dos malês
    É forja do metal!

    Santa luz da rebeldia que moldou o livramento
    Somos joias da princesa, filhas do empoderamento
    Penduricalho, que te entrego de lembrança
    Guarda a fé, o fogo e o talho, resplandece a esperança

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    Eu peço aos meus orixás
    E entrego todo axé
    A nêga pode e vai ter o que quiser

    Tantas pretas consagradas
    Meu espelho com orgulho
    E a quem renegada a mulherada
    Vá dormir com esse barulho!

    Balangandãs, berenguendés
    Canta Maricá o que a baiana tem
    Pertencimento que reluz no amuleto
    Claro, tinha que ser preto!

    Información de la canción

    Composición: Rafael Gigante, Marcelo Adnet, Hélio Porto, Babby Do Cavaco y Jeffferson Oliveira

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