A Volta da Rédea

Matheus Leal

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    O último boi caiu n'água
    Com o sol rente ao horizonte
    Rebanho dosei ontonte
    E hoje fecho a quinzena

    Tenho léguas pela frente
    Também me vou ao poente
    Rumo aos braços da morena

    Um banho com bom extrato
    Numa pilcha domingueira
    Um preparo de primeira
    E um peleguito tupido

    Logo estava enforquilhado
    Na mala ia o agrado
    E na memória o pedido

    Larguei num tranco seguro
    Com pose para um retrato
    Seio da rédea em formato
    De uma lua minguante

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    Só o meu baio enxergava
    E do Mauro assoviava
    Milonga de levar por diante
    Só o meu baio enxergava

    Me fui proseando com o baio
    Sobre um ranchinho aqui perto
    Que se o pedido der certo
    Vou fazer nossa morada

    O seu trocar de orelha
    Parece que me aconselha
    A parar de repetir estrada

    Sem mais assunto e assovio
    Só o canto da barbela
    E tudo lembrava dela
    Com seu olhinho castanho

    Convidei o meu parceiro
    Pra num trote chasqueiro
    Por um fim no assanho

    Frouxei as rédea de um jeito
    Mudando as fase da lua
    E o ranchinho da xirua
    Querendo ficar mais perto

    Na cancela, fui ao freio
    Com as rédea perdendo o seio
    Com o baio de bico aberto

    Larguei num tranco seguro
    Com pose para um retrato
    Seio da rédea em formato
    De uma lua minguante

    Só o meu baio enxergava
    E do Mauro assoviava
    Milonga de levar por diante
    Só o meu baio enxergava

    Información de la canción

    Composición: Carlos Cleber Dias Leal y Matheus Leal

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