Flor de Porongo

Matheus Leal

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    Moreninha cor de cuia que inspira um verso bonito
    curtida pelo infinito prazer de um beijo roubado
    sabor de um mate cevado com vicio doce da rima
    cuia de casca morena tua essência verde é um poema
    feitio de um corpo de china

    Porongo flor de morena,parceira de um peão solito
    mateando bem despacito na sombra de um cinamomo
    desassombrando abandono na tarde linda e gaviona
    que se vai com o movimento do sopro manso do vento
    que imita o chiar da cambona

    Chininha cuia morena da cor dos sol regalito
    meu verso é um pássaro aflito que vem pousar na tua sombra
    cada vez que eu beijo a bomba bebo a paz nas horas quietas
    que dormem e acorda em teu bojo roncando o mate do apojo
    na rima de outros poetas

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    Moreninha cor de cuia cacimba que eu bebo aflito
    quando me sinto solito sem fartura e sem endereço
    beijando a bomba me aqueço por que o mate é um lenitivo
    e enquanto o beijo não cessa eu bebo a sangue e a promessa
    de mais um mate pro estribo

    Moreninha cor de cuia que cabe dentro infinito
    com um sentimento esquisito te aperto com as duas mãos
    porque o sabor temporão que tens na boca é amargo
    tua bomba tem os lábios quentes e a china o aroma envolvente
    desta saudade que eu trago

    Chininha cuia morena da cor dos sol regalito
    meu verso é um pássaro aflito que vem pousar na tua sombra
    cada vez que eu beijo a bomba bebo a paz nas horas quietas
    que dormem e acorda em teu bojo roncando o mate do apojo
    na rima de outros poetas

    Song details

    Composition: Carlos Cleber Dias Leal, Matheus Leal, and Edilberto Teixeira

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