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    A primavera gaúcha
    Estende um manto de flores,
    Alvoroçando os amores
    Da pampa continentina...
    Brilham sorrisos de china
    nos ranchos e nas ramadas
    E ao longo das invernadas
    A eguada troca de clina!

    "Inté" um galo franzino
    Floreia o bico entonado
    num contra canto pra o gado
    Um touro berra escarvando...
    E assim como que chamando
    Uma ponta de vaquilhona
    Dos baixos duma cordeona
    Um sol se vai resmungando!

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    E o bicharedo silvestre
    Neste ciclo se adocica;
    O mulito com a mulita,
    E o tatu busca a tatua,
    E desta rima mais crua
    Desculpem a ignorância
    Mas eu sei que lá na estância,
    o xirú chama a xirua!

    E um borreguito apurado
    Recém botando os dois dentes
    Já se para inpertinente
    Nas ovelhas do potreiro...
    Não te apura, meu parceiro,
    Que tua estrada é noutro rumo
    Tú ficaste pra consumo,
    E o rebanho é só em janeiro!

    É primavera, senhores,
    E mais linda não poderia,
    Madura potras pra cria
    Neste ritual macanudo...
    E o meu Rio Grande clinudo
    Se completa nas manadas
    A onde guincha a eguada
    Pelas Guascas dos cuiudo!

    Información de la canción

    Composición: Mauro Moraes y Rogerio Avila

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