A Lua na Poça d'água

Mauro Silva

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    Amanheceu encharcada
    Toda a extensão da mangueira
    Uma chuva aquerenciada
    Não deu trégua a noite inteira
    Formaram-se poças d'água
    Nos potreiros e invernadas
    No pátio da casa grande
    Frente ao galpão, nas estradas!

    Uma poça, dentre as outras
    Tinha um olhar mais distante
    Refletia lá do alto
    A tez da Lua minguante!
    E enquanto ganhava forma
    Nos pingos da chuva mansa
    Ia aumentando em si mesma
    Uma inocente esperança!

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    Pra ver a Lua, de perto
    Queria ganhar espaço
    Pois ela mandava água
    Partida em tantos pedaços
    São devaneios ingênuos
    Comuns as poças mais breves
    Tão frágeis e tão fugazes
    Filhas das chuvas mais leves!

    Quando a manhã despontava
    A chuva encontrou descanso
    Depois de velar o sono
    De homens e fletes mansos!
    O amanhecer na querência
    Tem seus rituais, suas normas
    O mate, o café bem quente
    Buçais nas mãos para a forma!
    Pingos ferrados há uns dias
    Ferrados e bem tosados
    Para recorrer as coxilhas
    E os paradores do gado!
    Em meio à manhã que digo
    Foi que o tranquear do cavalo
    Encontrou aquela poça
    Tão sonhadora, que falo!

    Os cascos recém ferrados
    E a Minguante que sumiu
    Impressionaram a poça que
    Do seu jeito, sorriu!
    Pensou que a Lua, ao ouvi-la
    Desceu para o seu encontro
    Deixando o Sol no seu posto
    Fechando a história que conto!

    Información de la canción

    Composición: Matheus Bauer

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