Tanta Tormenta

Mawaca

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    No mar tanta tormenta, tanto dano
    Tantas vezes a morte apercebida
    Na terra tanta guerra, tanto engano
    Tanta necessidade aborrecida
    Onde pode acolher-se um fraco humano?
    Onde terá segura a curta vida ?
    Que este céu sereno não se arme
    Contra um bicho da terra tão pequeno

    Sempre eu cuidei, ó Padre poderoso,
    Que para as coisas que eu do peito amasse
    Tu fosses brando, afável e amoroso
    Posto que algum contrário lhe pesasse
    Mas, pois que contra mim te vejo iroso
    Sem que eu merecesse, nem te errasse
    Faça-se como Baco determina
    Aceitarei, enfim, que fui mofina

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    Este povo, que é meu, por quem derramo
    As lágrimas (que) em vão caídas vejo
    Quantos males lhe trago porque eu o amo
    Sendo tu tanto contra o meu desejo

    Por ele a ti rogando, choro e bramo
    E contra a minha sorte (dita), (enfim), eu pelejo
    Ora se porque o amo ele é maltratado
    Se mal lhe quiser, será preservado

    Os lusos mores coisas atentando
    Novos mundos ao mundo irão mostrando

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