Sabe, Moço
Maximiliano Paim
Continúa después del anuncio
Sabe, moço
Que no meio do almoço
Tive um osso no pescoço
Que foi um inferno pra mim
Que andei em mil peleias
Em lutas brutas e feias
Desde o feijão inté o aipim
Sabe, moço
Durante as refeições
Vi esbanjarem feijões
Batata, carne, depois cafés
Vi se encharcarem em més
Caindo tudo aos pés
Subindo os colesteróis
Continúa después del anuncio
É duro o osso
Sem alface e sem chicória
Pra mudar a trajetória
Pra parar com os meus ais
Sabe, moço
Fui guerreiro como tantos
Que andaram nos quatro cantos
Sem comer nem amendoim
E o que restou? Ah! Sim!
Na goela, em vez de coalhadas
Sem falar na marmelada
Passa só fiapo de aipim