O Índice da Maldade

Mehra

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    As pragas que herdaram,
    são a sua punição.

    Os corpos em chamas trazem a tona o desespero
    Daqueles que proclamam a ordem deste mosteiro
    Armados por lanças vem ao chão todos os guerreiros
    E surge a vingança nos olhos dos mais serenos.

    Vão sigam a luz e vejam os frágeis que lutam em vão.
    e a voz ardil que reluta entre a maldição.

    Que sem temer afrontam o sol
    Trazendo a tona os males da ilusão.
    Ainda que impere o mal
    Seremos as almas contra a solidão.

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    Cálices carregam a farsa
    E hipnotizam as nossas almas.
    Males que trazem a casta
    os que agonizam imploram a calma.

    O frade que proclama a guerra nessa era
    será o herege algoz de Pompeia.

    Jaz o falso que restou,
    entre os fartos súditos.

    Poucos que restaram anseiam pelo prometido
    Em masmorras esquálidas sucumbem a vertigem.
    Mascaras tornaram os fortes em frágeis abatidos
    Enquanto o clero festeja a era da falsa virgem.

    Vão sigam a luz e vejam os frágeis que lutam em vão.
    e a voz ardil de nossos filhos nas mãos de um assassino
    com os punhais do senhor da escuridão.

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    Composition: Thiago Fontanin and Mehra

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