Relicário II

Menestrel

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    Meu coração cinza, amarga o tempo que eu passo cantando feliz
    E por mais que eu sinta que esse é o caminho que eu quero seguir
    A verdade me assusta, é uma roleta russa com o tambor lotado e minha testa de mira
    Sangue sagrado corre nas minhas veias foi o que ouvi quando soltei meu disco
    Domingo eu trabalho, não é dia de feira
    Por isso eu tô gordo e meu sonho é maldito
    Sacrificado, representante de um nicho
    Sou um jovem fodido que não pulou cerca com a pessoa certa
    Arrumei pra cabeça e tudo foi reduzido ao pó
    Não falta misericórdia se minha jangada é um palco ela naufraga em esbórnia
    Se era pra ser diferente, queriam contar minha vitória
    E no primeiro ato de sucesso explícito acham que eu tô rico
    Invejam meu dia e me jogam pras cobras

    Minha cabeça é um aeroporto
    Incendiado e sem vento
    Insultado pelo tempo
    E o desgaste tirou a cor
    A insônia tiram a cor
    O dinheiro tirou a cor
    O dinheiro tirou a cor
    A própria dor tirou a cor
    Mas é normal, ser a razão dos meus problemas
    E resolver dilemas que o mundo impõe pra mim
    Virou normal, atirar pedras no céu esperando cair papel e o fim dos meus dias ruins

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    É casual, o acaso existe
    Eu sei que é tudo meio que em prol do amor de si próprio
    De querer mais que sair do caos
    Agora não me sinto mal, me achei sinto meus pés no chão de novo
    É casual, o acaso existe
    Eu sei que é tudo meio que em prol do amor de si próprio
    De querer mais que sair do caos
    Agora não me sinto mal, me achei sinto meus pés no chão de novo

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