Cruzes e Correntes

Messias Colliver

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    Ei, silêncio no salão, luz fria no refrão
    Tem perfume de vitória, mas o sangue não tem relação
    Beat bate no peito, verdade na contramão
    Se o altar virou vitrine, cadê a contrição?

    Caiu a máscara, o show começou
    Gente aplaude o brilho, esquece o calvário
    Gospel com filtro, sorriso em série, silêncio pro canário
    Vendendo bênção por like, vendendo paz por cenário
    O verbo virou embalagem, e o essencial?
    Sumiu do armário

    Pastor tem medo do vento, medo do quebrar do vaso
    Prefere doce no ouvido do que remédio que corta o laço
    Deixou o lobo na escada, perfume no abraço
    Enquanto o povo tá sedento, pinta quadro e fecha o espaço

    Chamam confronto de radical, rotulam dor de drama
    Mas a cruz sempre foi choque, não selfie, nem programa
    Se o pecado vira moda, a graça vira cama
    Acorda, Igreja, essa paz é frágil como fumaça

    Volta o olhar pra cruz, quem te chama é luz
    Não é moda, é raiz, não aceita qualquer jus
    Trocam o sangue por ouro, o altar por status
    Mas a cruz é corte, é amor que reduz teus fatos
    Cruz, cruz, abre meu ser
    Cruz, cruz, me faz ver

    Tem gente vendendo paz sem falar do vazio
    Com pacto com o erro, contrato com o desvio
    Corro o risco de soar duro, mas eu sou só veículo
    Daquilo que foi entregue, não é meu artigo, é o princípio

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    Igreja precisa de coluna, não de vitrine inflada
    Que se curva ao trending, mas esquece a estrada
    O evangelho é confronto, é amor, é espada
    Corta onde precisa cortar pra libertar a caminhada
    Não é cancelamento, é chamado à justiça
    Onde o perdão não é licença pra pública delícia
    Quem ama repreende, e quem repreende, avisa
    Que o caminho estreito não cabe em playlist

    Volta o olhar pra cruz, quem te chama é luz
    Não é moda, é raiz, não aceita qualquer jus
    Trocam o sangue por ouro, o altar por status
    Mas a cruz é corte, é amor que reduz teus fatos
    Cruz, cruz, abre meu ser
    Cruz, cruz, me faz ver

    Não é raiva, é chamada, clareza na consciência
    Quem ama corrige, não só faz aparência
    A cruz é confronto, cura e consequência
    Olha pra madeira, busca a penitência

    Não tô aqui pra julgar o irmão, tô aqui pra apontar a mão
    Praquele que caiu, praquele que quer chão
    O lobo no altar não cala a oração
    Mas a verdade ressoa, volta pro perdão

    Para de aplaudir o brilho se a alma tá cega
    Para de sorrir no palco se a dor ainda te nega
    A cruz é verbo, viver, morrer, ressuscitar a entrega
    Se o evangelho é colorido demais, volta a tinta, resta a encomenda

    Apocalipse 2:4

    Quando a graça é barata
    Significa que alguém cobrou o preço errado
    Quando o amor é raso, lembra, Deus mergulha fundo
    E chama pra dentro do barco

    Volta o olhar pra cruz, quem te chama é luz
    Não é moda, é raiz, não aceita qualquer jus
    Trocam o sangue por ouro, o altar por status
    Mas a cruz é corte, é amor que reduz teus fatos
    Cruz, cruz, abre meu ser
    Cruz, cruz, me faz ver

    No fim não é trending, não é show
    Não é hit, é sangue e salvação
    Se o altar caiu na pose, levanta a tua mão
    Que a verdadeira pregação começa quando a alma sente a contrição
    Volta o olhar pra cruz, reencontra a direção

    Información de la canción

    Composición: Messias Colliver

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