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    O relógio gira torto no poste da esquina
    A vida corre, não espera ninguém
    Mas a graça, luz no avesso do tempo
    Alcança quem tropeça no próprio silêncio

    Linha vinte e três, suor e gente no aperto, segunda cinza no vidro
    O fone abafa a mente, playlist é refúgio no frio
    Mãe chora no sofá, o pai virou sombra no domingo
    A quebrada guarda as histórias que nenhum livro ousou escrever comigo
    No asfalto, promessa barata vira nó cego
    A alma leiloa o futuro num preço que nunca vale o peso do cansaço
    Mas a voz antiga chama pelo nome, sem flash, fora do palco
    Coração acorda, desmonta a armadura, respira forte

    A vida tenta me arrancar do trilho, me jogar na contramão
    Mas a verdade cutuca o peito, ponto de interrogação
    Quando o mundo grita que eu sou só mais um grão de areia
    O céu sussurra em resposta: Você sempre foi filho

    E eu sigo, mesmo que a alma esteja por um fio
    Mesmo que o vento venha como navalha no frio
    Se a sombra cresce, eu finco a raiz no chão
    Porque ele pegou meu caos e transformou em canção
    Eu sigo, mesmo rasgado por dentro, sem atalho
    A esperança não some, só troca o seu cavalo
    E quando o escuro tenta apagar meu rumo
    A luz me acha no exato ponto: A linha vinte e três do mundo

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    Vi amigos venderem o sonho por migalhas na porta da escola
    Vi promessa virar fumaça, o destino rasgar a sacola
    Mas quem disse que a rua tem a última sentença?
    A fé abre a curva onde o medo te enrola
    Cicatriz virou código, mapa do milagre
    Doze passos pra longe do abismo, um sopro, ele reverte a bagagem
    Se a vida era só corrida, eu troquei a bússola
    Hoje o futuro me chama: Coragem

    E eu sigo, mesmo que a alma esteja por um fio
    Mesmo que o vento venha como navalha no frio
    Se a sombra cresce, eu finco a raiz no chão
    Porque ele pegou meu caos e transformou em canção
    Eu sigo, mesmo rasgado por dentro, sem atalho
    A esperança não some, só troca o seu cavalo
    E quando o escuro tenta apagar meu rumo
    A luz me acha no exato ponto: A linha vinte e três do mundo

    Não ando sozinho, nem quando a cidade baixa a guarda
    Chamaram de sorte, mas é a marca, o sobrenome
    A graça corre mais rápido que o erro
    É o freio que me alcança antes do tombo

    E eu sigo, mesmo que a alma esteja por um fio
    Mesmo que o vento venha como navalha no frio
    Se a sombra cresce, eu finco a raiz no chão
    Porque ele pegou meu caos e transformou em canção
    Eu sigo, mesmo rasgado por dentro, sem atalho
    A esperança não some, só troca o seu cavalo
    E quando o escuro tenta apagar meu rumo
    A luz me acha no exato ponto: A linha vinte e três do mundo

    E eu sigo, mesmo que a alma esteja por um fio
    Mesmo que o vento venha como navalha no frio
    Se a sombra cresce, eu finco a raiz no chão
    Porque ele pegou meu caos e transformou em canção
    Eu sigo, mesmo rasgado por dentro, sem atalho
    A esperança não some, só troca o seu cavalo
    E quando o escuro tenta apagar meu rumo
    A luz me acha no exato ponto: A linha vinte e três do mundo

    Información de la canción

    Composición: Messias Colliver

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