LINHA 23

Messias Colliver

Composición de: Messias Colliver
O relógio gira torto no poste da esquina
A vida corre, não espera ninguém
Mas a graça, luz no avesso do tempo
Alcança quem tropeça no próprio silêncio

Linha vinte e três, suor e gente no aperto, segunda cinza no vidro
O fone abafa a mente, playlist é refúgio no frio
Mãe chora no sofá, o pai virou sombra no domingo
A quebrada guarda as histórias que nenhum livro ousou escrever comigo
No asfalto, promessa barata vira nó cego
A alma leiloa o futuro num preço que nunca vale o peso do cansaço
Mas a voz antiga chama pelo nome, sem flash, fora do palco
Coração acorda, desmonta a armadura, respira forte

A vida tenta me arrancar do trilho, me jogar na contramão
Mas a verdade cutuca o peito, ponto de interrogação
Quando o mundo grita que eu sou só mais um grão de areia
O céu sussurra em resposta: Você sempre foi filho

E eu sigo, mesmo que a alma esteja por um fio
Mesmo que o vento venha como navalha no frio
Se a sombra cresce, eu finco a raiz no chão
Porque ele pegou meu caos e transformou em canção
Eu sigo, mesmo rasgado por dentro, sem atalho
A esperança não some, só troca o seu cavalo
E quando o escuro tenta apagar meu rumo
A luz me acha no exato ponto: A linha vinte e três do mundo

Vi amigos venderem o sonho por migalhas na porta da escola
Vi promessa virar fumaça, o destino rasgar a sacola
Mas quem disse que a rua tem a última sentença?
A fé abre a curva onde o medo te enrola
Cicatriz virou código, mapa do milagre
Doze passos pra longe do abismo, um sopro, ele reverte a bagagem
Se a vida era só corrida, eu troquei a bússola
Hoje o futuro me chama: Coragem

E eu sigo, mesmo que a alma esteja por um fio
Mesmo que o vento venha como navalha no frio
Se a sombra cresce, eu finco a raiz no chão
Porque ele pegou meu caos e transformou em canção
Eu sigo, mesmo rasgado por dentro, sem atalho
A esperança não some, só troca o seu cavalo
E quando o escuro tenta apagar meu rumo
A luz me acha no exato ponto: A linha vinte e três do mundo

Não ando sozinho, nem quando a cidade baixa a guarda
Chamaram de sorte, mas é a marca, o sobrenome
A graça corre mais rápido que o erro
É o freio que me alcança antes do tombo

E eu sigo, mesmo que a alma esteja por um fio
Mesmo que o vento venha como navalha no frio
Se a sombra cresce, eu finco a raiz no chão
Porque ele pegou meu caos e transformou em canção
Eu sigo, mesmo rasgado por dentro, sem atalho
A esperança não some, só troca o seu cavalo
E quando o escuro tenta apagar meu rumo
A luz me acha no exato ponto: A linha vinte e três do mundo

E eu sigo, mesmo que a alma esteja por um fio
Mesmo que o vento venha como navalha no frio
Se a sombra cresce, eu finco a raiz no chão
Porque ele pegou meu caos e transformou em canção
Eu sigo, mesmo rasgado por dentro, sem atalho
A esperança não some, só troca o seu cavalo
E quando o escuro tenta apagar meu rumo
A luz me acha no exato ponto: A linha vinte e três do mundo
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