Pacífico Em Brasas

Michel F.M.

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    Após a cordilheira
    Da assombrosa inanição
    No colapso iminente
    Nos resta redenção

    Da valiosa insistência
    Uma mísera porção
    Envolta em resistência
    Nas tantas direções

    Num tempo desprezível
    De pavorosas inversões
    Subversivos verdadeiros
    Podem prover contraversões

    Basta de filantropia
    Sou pacífico em brasas
    Incinerando a terra fria

    Morte a tolerância insossa
    Vou progredir pros cantos
    Indisciplinar as crias

    Cordeiros não serão imolados
    Os deuses da discórdia sangrarão

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    Vingança não é prato requentado
    Mas banquete aos relegados
    Onde os mesmos se fartarão

    Via pros relatos deturpados
    Destroços valiosos requintados
    Conquistados violentamente
    Gestores do flagelo bestial

    Eméritos, gurus, molestadores
    A doutrina nunca foi a solução
    Catedráticos, doutores, acadêmicos
    Instruídos com nenhuma educação

    Menina foi pro parque ao meio dia
    Condessa no país das armadilhas
    Autopsia um tanto inconclusiva
    Inerte, jazendo em mesa frígida

    Legista concluiu com maestria
    Violação, seguida de asfixia

    Um basta a esta podre distopia
    Sou pacífico em brasas
    Esbraseando a terra fria

    Morte a condescendência tosca
    Vou progredir pros quintos
    Que se dane a maioria

    Foda-se equilíbrio e equidade
    Que se fodam os raros preciosos
    Fodam-se abundantes generosos
    E que assim sendo se foda a utopia

    Menina nunca foi presenteada
    Com rosas perfumadas nesta vida
    Em torno do cortejo o que se via
    Gardênias, tulipas e margaridas

    Basta de filantropia
    Sou pacífico em brasas
    Incinerando a terra fria

    Um basta a esta podre distopia
    Sou pacífico em brasas
    Esbraseando a terra fria

    Song details

    Composition: Michel F.M. and Bruno Michel Ferraz Margoni

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