Brumas do Amanhecer

Miguel Marques

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    quando o orvalho beija o seio dessas flores
    o céu debruça sobre os campos tão cinzentos
    florando olhares em lampejos matutinos
    ao som de hinos arpejados pelos ventos

    pelo aramado correm gotas cristalinas
    em tons de verde dos gramados tão macios
    lembram as águas na pureza de uma fonte
    que vêm dos montes e se perdem pelos rios

    aqui no campo a vida sempre um renascer
    no amanhecer por entre as brumas orvalhadas
    vendo horizonte repontando um novo dia
    bebo alegrias nos olhos da minha amada

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    nessas manhãs olhares ternos do amantes
    nem o silêncio da cigarra emudecida
    tira a beleza, o esplendor e o tenurismo
    de um beija flor sugando o néctar da vida

    meus olhos pousam na vidraça da janela
    olhando a bela no brancor do alvorecer
    cuidando as rosas, açucenas, as margaridas
    toda florida nas brumas do amanhecer

    aqui no campo a vida sempre um renascer
    no amanhecer por entre as brumas orvalhadas
    vendo horizonte repontando um novo dia
    bebo alegrias nos olhos da minha amada

    Información de la canción

    Composición: Salvador Lamberty, Miguel Marques y Paulo Ricardo Costa

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