O cosmos não é caos, nem mera matéria
Há uma ordem oculta, um amor soberano
O mal é a fenda, a sombra misérria
Que tentou corromper o projeto divino
Mas o livre-arbítrio é a lei do Altíssimo
Pois sem a escolha, o amor é ilusão
Na mente e na terra, o Conflito Santíssimo
Revela a justiça da redenção

Não somos o sopro preso ao barro que cai
Nem almas sem corpo vagueando no além
O homem é um todo que vive e que vai
Na carne e no espírito o ser se mantém
A morte é o sono, a pausa, o descanso
À espera do brado que vai despertar
A vida re-feita no toque mais manso
Quando o Rei da Glória do céu retornar

Nisto cremos: Na graça que refaz o ser
Na verdade que liberta da escuridão
No tempo sagrado que ensina a viver
E traz ao cosmos a restauração

O Sábado é o templo esculpido no tempo
Pausa sagrada na marcha do ter
Cessam as obras, o esforço, o lamento
Para lembrar que o valor é o ser
Santuário que acolhe a alma cansada
Lembra o Criador e a libertação
Ponte do finito à Pátria amada
Paz que antecipa a nova criação

No alto Santuário, a cena se desdobra
Um juízo de luz, de graça e rigor
Deus vindica o Seu nome em cada obra
E mostra ao universo o Seu puro amor
Não há condenação pra quem se entrega
A história caminha pra um porto final
O Remanescente na fé não nega
O triunfo do bem sobre todo o mal

Nisto cremos: Na graça que refaz o ser
Na verdade que liberta da escuridão
No tempo sagrado que ensina a viver
E traz ao cosmos a restauração

A história não gira num ciclo sem fim
A promessa é certa, o dia virá
Cessará a entropia, a dor e o pavor
Pois Deus para sempre entre nós habitará

Información de la canción

Composición: Lucas Antonio Dantas Ferreira Junior

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