Mentiras,Trapaças e QI85

Monge Mascavo

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    São divinos consagrados
    Bebendo santo graal na Starbucks
    Comungando a lactose
    E seu próximo que se fucks
    É fé plastificada e selada a vácuo
    Milagre em débito, evangelho pasteurizado

    Reza pra Matrix resetar o velho sistema
    Mas mal segura a própria senha
    Sempre tropeça no esquema
    Exalta a guerra, mas nem sabe lidar com o conflito
    Veste emblema de força pra tentar passar seu mito

    É cavaleiro templário, montado em seu Uber Black
    Pregando liberdade, com a goela entupida de big Mac
    Pirateando o download
    Da cópia do Cristo coach
    Postando salmo no story
    Enquanto bloqueia a real storie

    Com a bíblia em coldre, Total fé pelo Gold
    Ora pela paz universal, Com sotaque de wolf
    Se ilude com estereótipo que vê na tela iluminada
    Mas nunca entendeu a treta, é só decorada fachada

    Na cabeça: É Red Pill, no bolso: É criptomoeda
    Mas o peito emperra, trancado na própria queda
    Sonha com Valhalla, mas falta fôlego na escada
    Se acha filho de Odin, mas é gado de passeata

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    Mascavo na fúria ninja, Flow Ermac
    Se ele se fantasia de herói, eu sou vilão MF
    Rima no estilo easter egg de Tarantino
    Só quem decifra sabe: Verso com instinto assassino

    No Olimpo digital, onde deuses são algoritmo
    Sou anomalia sagrada que rompe os fios
    Se eles constroem Valhalas do tipo imagem pura
    Batizo meus sagrados com fúria na contracultura

    No Olimpo digital, onde deuses são algoritmo
    Sou anomalia sagrada que rompe os fios
    Se eles constroem Valhalas do tipo imagem pura
    Batizo meus sagrados com fúria na contracultura

    Mentira fantasma bailando com algoritmo cego
    Reflexo quebrado, saber selado no ego
    Mantras vazios são tatuados na pele
    Refém do aplauso digital
    Onde a essência de repele

    Trapaça virou dogma, ética virou fumaça
    Disfarça o golpe no corre
    Mas tropeça na praça
    Se acha estrategista
    Mas erra a mão no jogo
    Peão sacrificado no tabuleiro sem socorro

    Que-I de holograma
    Proclama-se sábio da tela tosca
    Cita abismo no post
    Mas nunca sentiu a forca
    Confunde eco com verbo na utopia
    Prega doutrina vazia
    Profeta da histeria

    Enquanto eles blefam
    Sigo fazendo corte fino
    Meu verso é bisturi
    Operando em corte clínico
    Monge Mascavo
    Desmontando ilusões do absurdo
    Se a engrenagem anestesia
    Eu te semeio outro rumo

    No Olimpo digital, onde deuses são algoritmo
    Sou anomalia sagrada, que rompe os fios
    Se eles constroem Valhala do tipo imagem pura
    Batizo meus sagrados com fúria na contracultura

    No Olimpo digital, onde deuses são algoritmo
    Sou anomalia sagrada que rompe os fios
    Se eles constroem Valhalas do tipo imagem pura
    Batizo meus sagrados com fúria na contracultura

    Song details

    Composition: Monge Mascavo

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