Boiadeiro do Além

Morandi e Marapé

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    Sertão bruto, beleza agreste
    Flores silvestres com cores do céu
    No maciço a aurora se expande
    Coberta de ouro do sol que nasceu

    E o pincel de um pintor invisível
    Desliza suas tintas da inspiração
    Pintando a policromia
    De um raiar do dia no imenso sertão

    O espírito de um boiadeiro
    Galopa ligeiro em um alazão
    Misterioso toque de berrante
    Ecoa distante por todo o sertão

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    E a boiada também invisível
    Que vive apenas na imaginação
    Acompanha gritos e berrantes
    Do espírito errante de seu alazão

    Até hoje o povo comenta
    Por que a poeira sobe lá do chão
    Se ninguém está vendo a boiada
    Quando a alvorada rompe no sertão

    Só as aves de um cavaleiro
    Que foi boiadeiro e antigo peão
    Que vagueia sertão adiante
    Tocando o berrante em seu alazão

    Información de la canción

    Composición: Morandi y J. Garcia

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