Asas de Papel

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A porta tranca, o mundo encolhe
O silêncio aqui dentro é o que me engole
Você chega com o hálito de tempestade
E diz que o meu medo é só vaidade

Minhas cores vibrantes você não quer ver
Diz que o escuro é onde eu devo crescer

Você diz que lá fora o vento é cortante
Que só no seu pote eu sou brilhante
Passou cola nas pontas das minhas asas
Transformou em tumba as paredes da casa

Você me chama de minha
Mas me trata como nada
Você me chama de dia
Enquanto me deixa trancada

No meu pote de vidro, o ar está acabando
Enquanto você ri, eu estou desbotando
Asas coladas, vidro fechado
O meu futuro está aqui enterrado

Eu vejo o céu pelo reflexo da estante
Você diz que o amor é ser um vigilante
Se eu tento voar, você quebra o meu bico
Diz que sem você, eu sou um inseto ridículo

Sua mão, que deveria me dar o jardim
É a mesma mão que coloca o fim

É minha
É minha
É minha
É minha

Você repete isso como uma óbvia
Até que eu acredito na minha solidão
Mas o vidro é frio... O vidro é cego
Eu estou morrendo pelo seu ego!

Asas coladas, vidro fechado
Você diz que sou sua
Mas o dia está chegando
E eu vou te deixar na

Espera o que é isso? Você ouviu?
Parece um som de rachaduras?
O seu vidro não é tão forte quanto o meu desejo de sair

O cristal está cedendo e eu vejo a luz

Información de la canción

Composición: Davi Carvalho Costa

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