Lavei o rosto e a máscara caiu no chão
Já não aceito as ordens da sua aprovação
Vocês queriam a boneca, a pose, a perfeição
Eu quebrei o molde e criei minha própria direção
Agradei demais, me anulei pra vocês sorrirem
Mas agora eu sou o pesadelo que vocês não impedem de subir
O mel que eu produzo agora é só pra mim
Eu sou o início, o meio e o meu próprio fim
Não sou o rosto, eu sou a força da colmeia
Eu sou o incêndio e vocês são só a centelha
Eu sou uma abelha livre, rápida e real
Meu mel é o meu triunfo, meu brilho é natural
Não preciso do seu aplauso para saber quem eu sou
Eu joguei o chumbo fora e o meu voo começou
Não tenta me parar, não tenta me cercar
Meu veneno está pronto se você me desafiar
Eu infecto o seu padrão com a minha verdade
Sou a rainha de mim mesma, sou a minha liberdade
Olha pra mim, eu corro mais que o seu julgamento
Eu sou a dona do meu tempo e do meu movimento
Queriam me prender num trono de vidro e dor
Eu me transformei o medo em puro e vivo valor
Se o meu brilho te incomoda, melhor não olhar
Pois não sou mais vitrine, eu nasci para brilhar
Vem tentar me parar, vem tentar me rotular
O ferrão tá afiado e o meu céu é o meu lugar
Eu sou uma abelha livre, rápida e real
Meu mel é o meu triunfo, meu brilho é natural
Não preciso do seu aplauso para saber quem eu sou
Eu joguei o chumbo fora e o meu voo começou
Não tenta me parar, não tenta me cercar
Meu veneno está pronto se você me desafiar
Eu infecto o seu padrão com a minha verdade
Sou a rainha de mim mesma, sou a minha liberdade