Distometria

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Enquanto você brilhava no topo do mundo
Eu era o silêncio num poço profundo
Seu luxo era o véu que escondia minha dor
Nascemos iguais, mas morremos sem cor
Minha redoma de vidro enfim se partiu
A cratera no centro da alma se abriu

Não há mais distância, não há mais lugar
Onde a farsa do homem possa se ocultar
Abre a distometria, quebre o que é lindo e o que é feio
Junte os mundos impossíveis que o homem semeou no meio
A barreira caiu e a humanidade tóxica se revelou
A farsa pode morrer enquanto o caos enfim se acalmou

Nós somos o equilíbrio que eles nunca vão alcançar
A união que a sociedade humana tem medo de aceitar
O meu papel absorve o seu brilho de cristal
Estamos derretendo no mesmo abismo fatal

Você sente o frio que eu sempre carreguei?
Eu sinto o vazio do trono onde você foi rei
Não somos mais dois, o ar está ficando denso
O impacto final é o nosso único consenso
Rasguem as cascas, as asas estão prontas pra voar
Nenhuma estrutura é grande o bastante pra nos segurar

Não somos peças, não somos gado, não somos moldura
Inseto agora escolhe a sua própria arquitetura
Quero o brilho da utopia ou a lama do chão
O voo é livre, a escolha tá na nossa mão
Voe por cima das ruínas, voe pro Sol ou pro breu
O controle acabou, o destino agora é meu e seu
Distometria

A praga que virou perfeição
Duas metades perdidas numa só explosão
Já não sou papel, já não sou cristal
Sou a nova face do caos terminal
Me quebre, me mude, me torne imortal

O fim da jornada é o nosso sinal
O sinal morreu
E o que sobrou
Sou eu

Información de la canción

Composición: Davi Carvalho Costa

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