Eu observo o seu cerco
Sem pressa de sair
Aprendi que o seu nó
Só serve pra te iludir
Você gasta sua seda
Tentando me rotular
Enquanto eu crio caminhos
Onde você não pode pisar
Minha paz é o ruído
Que te faz perder o chão
Sou a prova viva
Da sua própria frustração
Sua lente me busca
Mas só encontra o vazio
Eu cortei o contato
Eu quebrei o seu fio
Neurônio desperto
Não aceita o seu comando
Enquanto você vigia
Eu já estou transbordando
Não sou reflexo
Do que você quer projetar
Sou a força bruta
Que você não sabe explicar
As paredes caíram
O teto virou horizonte
Bebi a verdade
Direto da minha própria fonte
Você tenta prender
O que não consegue tocar
Eu sou a corrente
Que veio te atravessar
Um salto no vácuo
A batida é real e certeira
Venci o cansaço
Da sua mente prisioneira
Minha essência é o monólito
Que você não dobrou
O peso da queda
Foi o que me despertou
Me chamam de louca
Mentirosa, fútil, iludida
Mas suas palavras
Não têm acesso à minha vida
Me quer fora do peso
Me quer sem direção
Mas eu sou o caos
Que escapou da sua mão
O chão sumiu
E a barreira cedeu
O que era separado
Enfim se reconheceu
O sinal sumiu
Eu apareci
Aranha de luz
Nunca esteve aqui