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    Chamamentos de amor pelo silvo
    Deixa o coração em polvorosa
    Ficam os nervos de flor em pele
    Com as mãos estiradas, em oferta.
    Uivos de amor, quando é saúdo
    Um cio de ardores pelo olhar
    Um raio imprevisto, um pasmo
    De não se querer acordar.

    Amor será te amar, vitória!
    Ou se volta a mão sem nada
    Ou se fica aí por dentro
    Latejando desarmado.

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    Quais das feras, a mais temida,
    A onça no seu grunhido,
    O cravo no escuro sumido,
    Quem mais te bota medo?
    E quem mais tira
    Da nossa coragem inconsiderada
    Dos nossos jeitos arquétipos,
    Terá um mais presente e omisso,
    Mas à mostra e invisível,
    Que o amor.
    A dor que queima e abrasa,
    Um ferino que não cala
    A ponta perto, o arpão.

    Song details

    Composition: Naeno Rocha

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