Dandara de Palmares

Nando Mattoso

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    Força num canto
    Que é luta e lamento
    De um corpo de carne
    E unguento
    De leite pro filho sonhar
    Terra que bate o tambor
    Da batalha
    E a mão calejada trabalha
    São povos trazidos do mar
    Luta que é fruto de vida e beleza
    Que é pra por um fim à tristeza
    Que é para voltar a cantar
    Quebra, rebela e queima a senzala
    Expõe a ferida que cala
    Que a hora é de se revoltar

    Negra, do ventre que traz o futuro
    Da luta e do sangue no muro
    Da ânsia de se libertar
    Dandara, guerreira mulher de Palmares
    Um grito que corre os ares
    Que brota a semente no chão

    Continúa después del anuncio

    O coco, o maracatu, capoeira
    O samba que bate e semeia
    O espelho na face do irmão
    Matando a mentira
    A verdade perdura
    Fazendo mais forte
    A cultura
    Que é canto em forma de oração
    Ouço Zumbi, Ganga-zumba
    Benguela
    Quelé, roda a saia tão bela
    E os orixás vem cantar!
    Mana, resiste que
    A coisa tá foda
    E um punho no ar incomoda
    Faz a casa-grande tombar

    É
    O trovão de Iansã que insinua
    O quilombo que nasce na rua
    Armado de pedra e marfim
    É
    Essa chama que cresce no peito
    Que propaga tão belo o preceito
    Que faz o preconceito ter fim

    Información de la canción

    Composición: Gabriel Meyohas

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