Flagelados do Vento Leste

Né Ladeiras

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    Nós somos os flagelados do vento leste
    A nosso favor não houve campanhas de solidariedade
    Não se abriram os lares para nos abrigar
    E não houve braços estendidos fraternalmente para nós
    Somos os flagelados do vento leste

    O mar transmitiu-nos a sua perseverança
    Aprendemos com o vento a bailar na desgraça
    As cabras ensinaram-nos a comer pedras para não perecermos
    Somos os flagelados do vento leste

    Morremos e ressuscitamos todos os anos
    Para desespero de todos os que nos impedem a caminhada
    Teimosamente continuamos de pé
    Num desafio aos deuses e aos homens
    E as estiagens já não nos metem medo
    Porque descobrimos a origem das coisas
    Quando pudermos
    Somos os flagelados do vento leste

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    Os homens esqueceram-se de nos chamar irmãos
    E as vozes solidárias que temos sempre escutado
    São apenas as vozes do mar que nos salvou o sangue
    As vozes do vento que nos entranham o ritmo do equilíbrio
    E as vozes das nossas montanhas
    E estranha e silenciosamente musicais
    Nós somos os flagelados do vento leste

    Morremos e ressuscitamos todos os anos
    Para desespero de todos os que nos impedem a caminhada
    Teimosamente continuamos de pé
    Num desafio aos deuses e aos homens
    E as estiagens já não nos metem medo
    Porque descobrimos a origem das coisas
    Quando pudermos
    Somos os flagelados do vento leste

    Os homens esqueceram-se de nos chamar irmãos
    E as vozes solidárias que temos sempre escutado
    São apenas as vozes do mar que nos salvou o sangue
    As vozes do vento que nos entranham o ritmo do equilíbrio

    E as vozes das nossas montanhas
    E estranha e silenciosamente musicais
    Nós somos os flagelados do vento leste

    Información de la canción

    Composición: Fausto Bordalo Dias y Ovídio Martins

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