A Gente Pulsa

Nego Freeza

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    Viajando do samba ao semba
    Ignorando histórias tortas tipo sem cipa
    Caminhando e cantando a gente lembra
    Enaltecendo lendas tipo mestre bimba

    E no toque dos tambores
    Com a força de mil tratores
    Atropelando os pela que põe preços nos valores do som
    Que chegam nos ouvidos pelos fios condutores

    O preto sem música, aquarelas sem cores
    Rumores que tiram pessoas do rumo
    Conversa torta igual parede sem prumo
    Eu sei que assumo, se não soma some

    Longe de mim quem só me consome
    Ao som do afoxé na batida do pé
    Marchamos com a força da fé
    Então me diz quem tu é, se atua ou se esconde

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    Covarde se retrai e os de verdade puxam o bonde
    Vem no toque do tambor, como Brown falou
    Há 6 mil anos até pra plantar
    Os preto dança tudo igual sem errar

    Cada passo uma peça, no encaixe da dança
    Cada nota tocada é uma rima que lança
    Maxilar que balança pelos cantores
    Enquanto das mãos fazem rufar os tambores

    A gente pulsa, pulsa do barro preto
    A Kalakuta, de Trenchtown a Manguetown
    No começo dos tempos, o tambor ecoou
    África mãe, onde tudo começou

    Ritmo pulsante, coração que bate
    Musicalidade preta, nunca se abate
    Desde tempos antigos, nos trazem memória
    Histórias do passado, batalhas e glórias

    É a linguagem universal que nos une com fervor
    A cada batida, um elo, um laço de amor
    Tocamos pra descer, pra subir, pra dançar

    Tocamos pra agradecer e saudar o orixá
    O passado e o futuro se encontram na batida
    Tambores digitais, rituais ancestrais como a paz de Oxalá pra vida

    Información de la canción

    Composición: Nego Freeza

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