Acabou Meu Sossego

Nelson Sargento

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    Acabou meu sossego
    O galego da esquina
    Todo dia manda me cobrar
    E o zé da birosca
    Só ouve a tosca
    Bebendo cachaça de papo pro ar

    O garoto na escola
    É o rei da cola
    Sempre passa em primeiro lugar
    E debaixo do sol
    Há tanto besteirol
    Que é a razão brasileira pode confirmar

    Minha vizinha
    É toda certinha
    É um tremendo avião
    Está sempre na boca
    E o marido de touca
    Não passa de um bobalhão

    A nega desconfiada
    Faz marcação serrada
    Em cima de mim
    Estou baratinado, desarticulado
    Meu deus é o fim!

    A miséria flutua
    Pro garoto de rua
    Apesar de haver tanta lei
    Moço, a coisa tá feia
    A mutreta campeia
    Até onde isso vai eu não sei
    No bicheiro da esquina
    Apostei uma quina
    Vou torcer pra um dia ganhar
    E viver só de renda
    Iate, fazenda
    Num padrão de primeira
    Pra não reclamar

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    Vida apertada
    Camelô na calçada
    Isso é muito natural
    Neste vai mas não vai
    Até do paraguai
    Aqui já tem uma sucursal
    Não adianta conselho
    Eu estou no vermelho
    Desde que nasci
    E essa zorra toda
    Quero que se exploda
    Mas fico aqui

    Acabou meu sossego
    O galego da esquina
    Todo dia manda me cobrar
    E o zé da birosca
    Só ouve a tosca
    Bebendo cachaça de papo pro ar

    O garoto na escola
    É o rei da cola
    Sempre passa em primeiro lugar
    E debaixo do sol
    Há tanto besteirol
    Que é a razão brasileira pode confirmar

    Minha vizinha
    É toda certinha
    É um tremendo avião
    Está sempre na boca
    E o marido de touca
    Não passa de um bobalhão

    A nega desconfiada
    Faz marcação serrada
    Em cima de mim
    Estou baratinado, desarticulado
    Meu deus é o fim!

    A miséria flutua
    Pro garoto de rua
    Apesar de haver tanta lei
    Moço, a coisa tá feia
    A mutreta campeia
    Até onde isso vai eu não sei
    No bicheiro da esquina
    Apostei uma quina
    Vou torcer pra um dia ganhar
    E viver só de renda
    Iate, fazenda
    Num padrão de primeira
    Pra não reclamar

    Vida apertada
    Camelô na calçada
    Isso é muito natural
    Neste vai mas não vai
    Até do paraguai
    Aqui já tem uma sucursal
    Não adianta conselho
    Eu estou no vermelho
    Desde que nasci
    E essa zorra toda
    Quero que se exploda
    Mas fico aqui

    Información de la canción

    Composición: Agenor De Oliveira y Nelson Sargento

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