Milonga de Contrabando

Neto Fagundes

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    Velha milonga Argentina, Uruguaia e Brasileira
    Contrabandeaste a fronteira, na alma dos pajadores
    Sempre a falar dos amores, na tua rima baguala
    Se diferente na fala, no cantar de cada um
    Tens esta pátria comum, no pampa todos iguala

    Recorrendo a pulperia, velha milonga campeira
    Que nas carpas de carreira, sempre um pinho se destapa
    Milonga de gente guapa, suspiras num bordoneio
    A história de um tombo feio, de alguma maula judiada
    Chamarisco derramada, quando ao cantar de um floreio

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    Milonga que noite adentro, vive a rondar os fogões
    Falando em revoluções, em entreveiros de adaga
    Milonga que não se apaga, do ritual do rancherio
    Que todo índio bravio desdobra meio pachola

    Quando ao cantar se consola, bombeando o catre vazio
    Por isso velha milonga, já calejado dos anos
    Vim cantar meus desenganos dos quais não guardo rancores
    São penas dos meus amores, que fui guardando a lo largo
    Cada um tem a seu cargo, um destino que lhe guia
    E as penas são ironia, é o doce do mate amargo

    Información de la canción

    Composición: Luiz A. Menezes

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