Milonga do Contrabando

Neto Fagundes

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Tono:
Am7 D7 G7M C F#m7(b5) B7 Em
Em B7 Em C Em B7 Em
C B7 Velha milonga Argentina, Uruguaia
Em e Brasileira
B7 Contrabandeaste a fronteira, na
Em alma dos pajadores
C B7 Sempre a falar dos amores, na tua
Em rima baguala
B7 Se diferente na fala, no cantar de
Em cada um
E7 Am G Tens esta pátria comum, no pampa
B7 Em B7 Em todos iguala Int.
C B7 Recorrendo a pulperia, velha
Em milonga campeira
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B7 Que nas carpas de carreira, sempre
Em um pinho se destapa
C B7 Milonga de gente guapa, suspiras
Em num bordoneio
B7 A história de um tombo feio, de
Em alguma maula judiada
E7 Am Chamarisco derramada, quando ao
G B7 Em B7 Em cantar de um floreio Int.
C B7 Milonga que noite adentro, vive a
Em rondar os fogões
B7 Falando em revoluções, em
Em entreveiros de adaga
C B7 Milonga que não se apaga, do
Em ritual do rancherio
B7 Que todo índio bravio desdobra meio
Em pachola
E7 Am Quando ao cantar se consola,
G B7 Em B7 Em bombeando o catre vazio Int.
C B7 Por isso velha milonga, já
Em calejado dos anos
B7 Vim cantar meus desenganos dos
Em quais não guardo rancores
C B7 São penas dos meus amores, que fui
Em guardando a lo largo
B7 Cada um tem a seu cargo, um destino
Em que lhe guia
E7 Am G E as penas são ironia, é o doce
B7 Em B7 Em6 do mate amargo Int.
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