Anjo Rebelde

Newton Jayme

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    Eu te encontrei na beira do erro
    Onde a noite aprende a mentir
    Com um fósforo aceso na alma
    E o vento tentando apagar
    Tua voz era faca de tantos ais
    Cortando o sal do meu cais
    E eu, feito barco sem porto
    Ancorei no que não se prende mais

    Você vinha com cheiro de chuva
    Num deserto que eu chamei de razão
    Trazendo um incêndio calado
    No porão do meu coração
    Tua pele era mapa sem ruas
    Sem retorno, sem tradução
    E eu me perdi nos teus traços
    Como quem desaprende o chão

    Se o mundo pede silêncio
    Tua voz grita em mim
    Feito sino rasgando o tempo
    No meio do não e do sim

    Amor rebelde não pede licença
    Entra quebrando a porta do nunca mais
    É fogo que dança na beira da ausência
    É queda que ensina o corpo a voar
    Amor rebelde não cabe na fôrma
    Não se comporta pra se eternizar
    É chama que insiste quando tudo dorme
    É vida dizendo que não vai parar

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    Nosso erro virou linguagem
    Que nem Deus ousou traduzir
    Uma prece dita ao contrário
    Pra ver o céu se abrir
    Teu riso desarma as horas
    Faz o tempo se contradizer
    E até minhas certezas mais duras
    Aprendem contigo a ceder

    Se for pra cair, que seja contigo
    No abismo que inventa sedução
    Se for pra perder o juízo
    Que seja encontrando outra razão

    Amor rebelde não pede licença
    Entra rasgando o roteiro do tanto faz
    É fogo que arde na contramão da crença
    É salto sem rede, e ainda quer mais
    Amor rebelde não teme o abismo
    Faz do vazio um lugar pra ficar
    É chama que escreve o próprio destino
    É vida teimando em recomeçar

    Se amar é risco, eu continuo
    No risco de te amar
    Se amar é riso, eu continuo
    No riso de te amar

    No risco de te amar
    No riso de te amar
    Eu permaneço

    Información de la canción

    Composición: Newton Jayme

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