Convivência

Newton Jayme

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    Antes da palavra
    Um silêncio que chama
    Um violão que tateia
    A madrugada
    Como quem procura
    Na corda mais profunda
    Um nome antigo
    Que ainda não se cala

    Vem manso o som, quase segredo
    Feito saudade que aprende a ficar
    E no intervalo entre um acorde e outro
    O amor ensaia o jeito de chegar

    O amor não é concordar com tudo
    Nem rir das mesmas graças no bar
    Não é só dividir o gosto e o passo
    Nem se perder no outro sem se achar

    O amor é meio de lado, silêncio
    Um acordo sem precisar se explicar
    É ceder sem perder o próprio rumo
    É no outro também se guardar

    Não é conta certa
    Não fecha no papel
    É feito vento leve
    Que não se vê no céu

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    Não é linha reta, é curva mansa
    É ficar quando o mundo quer levar
    Dois desafinados, sem cobrança
    Aprendendo o tempo de escutar

    E no tropeço, nasce a dança
    No desencontro, um novo lugar
    É pouco a pouco, é esperança
    É se ouvir, e se somar

    Tem dia em que a palavra pesa
    Tem noite que não quer passar
    Mas quem aprende o amor na mesa
    Não vai embora sem tentar

    E quando o orgulho grita alto
    E o coração quer se fechar
    O amor desarma o sobressalto
    Faz dois caminhos se encontrar

    Não é linha reta, é curva mansa
    É ficar quando o mundo quer levar
    Dois desafinados, sem cobrança
    Aprendendo o tempo de escutar

    E no tropeço, nasce a dança
    No desencontro, um novo lugar
    É pouco a pouco, é esperança
    É se ouvir, e se somar

    E quando a canção já pede silêncio
    E a noite repousa no olhar
    Fica um amor, simples e inteiro
    Sem precisar dizer que vai se eternizar

    Información de la canción

    Composición: Newton Jayme

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