O Amor e a Justiça

Newton Jayme

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    A justiça não vem com espada
    Vem como rio que aprende
    A contornar a rocha
    Insiste no curso
    Do coração do mundo
    Até que a dureza
    Desaprenda a ser

    Não é trovão que fere a noite
    É luz que entra sem pedir licença
    Costurando o rasgo da história
    Com linhas de um amor que não desiste

    Deus não pesa culpas em balanças frias
    Ele acende o invisível no peito do erro
    E caminha por dentro da falha
    Como quem semeia em terra ferida

    Sua justiça é fogo que não destrói
    É brasa que purifica o nome das coisas
    Até que o homem se reconheça
    No olhar que o criou sem medida

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    É o Cordeiro que enfrenta a lâmina
    Sem devolver o rasgo com outro corte
    É o sangue que escreve na cruz
    Uma sentença de misericórdia

    Tua justiça é o amor em movimento
    É o infinito tocando o chão da dor
    Não é peso, é abraço que transforma
    É o Teu jeito de ser, Senhor

    Se me julgas, é pra me refazer
    Se me chamas, é pra me recriar
    Tua justiça é amar até o fim
    Até tudo em mim Te encontrar

    Não há desprezo para quem Te busca
    Nem queda que Te impeça de entrar
    Teu juízo, ó Deus, é porta aberta
    Onde o perdido aprende a voltar

    E quando o mundo grita por vingança
    Tu respondes com mãos atravessadas
    Fazendo do fim um recomeço
    E da morte, passagem amada

    A justiça, então, deixa de ser sentença
    Vira caminho, travessia, encontro
    É o amor que não volta atrás
    Mesmo quando sangra por dentro

    Información de la canción

    Composición: Newton Jayme

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