(Gilberto Teles / Pedro Luis)Am Arranca o couro cabeludo Arranca caspa, arranca tudoG Deixa entrar sol Nesse porãoAm Em qualquer dia por acaso Desfaz-se o nó, rompe-se o vasoG E surge a luz da inspiraçãoAm Deixa seus anjos e demônios Tudo está mesmo é nos neurôniosG Num jeito interno De pressãoAm Talvez se possa, como ajudaTer uma amante manteúdaG Ou um animal de estimaçãoC Pega a palavra, pega e come Não interessa se algum nomeBb Possa te dar indigestão O que se conta e se aproveita É se a linguagem já vem feitaBb Com sua chave e seu chavãoA A porta se abre é de repente Como se no ermo do presenteG Se ouvisse a voz da multidãoA E o que tem força, o que acontece É como um dia que estivesseG Sem calendário ou previsãoB Fica de espera, de tocaia Talvez um dia a casa caia Talvez um dia a casa caiaE7 E fique tudo ao rés-do-chãoC Fica a fumaça no cachimbo Fica a semente no limão Fica o poema no seu limboA E na palavra um palavrão
Inspiração
Ney Matogrosso
- A
- Am
- B
- Bb
- C
- E7
- G
Tono: