Hoje eu fechei a última porta
Da casa que nunca existiu
Apaguei os nomes das paredes
De tudo aquilo que a gente nunca sentiu
Joguei fora as chaves antigas
Que eu guardava sem perceber
Porque alguns lugares só existem
Enquanto alguém acredita pertencer
Não foi você quem desapareceu
Foi a vida que inventei pra nós
Hoje eu assino o fim da história
Que nunca chegou a começar
Existem sonhos tão frágeis
Que aprendem cedo a desabar
Não enterrei o teu nome
Nem o que um dia senti
Enterrei o futuro inteiro
Que só existia em mim
Ainda encontro nossas fotos
Dos momentos que compartilhei
Como lembranças de um amanhã
Que só nos meus olhos enxerguei
Alguns silêncios permanecem
Mesmo quando tudo se vai
Porque quem mata um sonho antigo
Nunca se encontra em paz
Hoje eu assino o fim da história
Que nunca chegou a começar
Existem sonhos tão frágeis
Que aprendem cedo a desabar
Não enterrei o teu nome
Nem o que um dia senti
Enterrei o futuro inteiro
Que só existia em mim
Toda promessa que não viveu
Também merece despedida
Nem todo luto nasce da morte
Às vezes nasce
Da vida que nunca foi vivida
Hoje eu assino o fim da história
Que nunca chegou a começar
Existem sonhos tão frágeis
Que aprendem cedo a desabar
Não enterrei o teu nome
Nem o que um dia senti
Enterrei o futuro inteiro
Que só existia em mim