Meninos de Rua

Nildo Freitas

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    Farrapos,
    Trapos humanos,
    No olhar vadio
    A marca da fome.
    No lábio dilacerado pelo tempo,
    A inocência do riso infantil.
    De mãos abertas ao vento,
    Vagueia pelas ruas do nosso país
    Um exército de crianças.
    Quase desnudas,
    Sem colo materno.
    Fiapo de gente miúda
    Em busca de alimentos,
    No berço da vida.
    Sem destino…
    Sai na procura de abrigo em noite fria,
    Para depois acordar chorando
    Mendigando um sorriso.
    Porque criança não tem culpa
    E não entende o mundo dos homens.

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    Composition: Nildo Freitas

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