Marcas da Dor

Nilson Lins

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    A cruz no chão ao seu lado um carrasco e o martelo na mão
    Olhando os pregos e a multidão
    Sentiu grande vazio no seu coração
    Pegaram o mestre deitaram sobre a cruz
    Abriram seus braços não viram sua luz
    Juntaram seus pés chamaram o carrasco
    Ele se achegou
    E ao lado do mestre se agachou

    E o martelo subiu, subiu, subiu
    Sobre os pregos desceu, desceu, desceu
    E bateu, bateu, bateu, bateu

    Ergueram a cruz lá estava pregado do mundo a luz
    Nenhum gemido sequer soltou
    Todos viram em seu rosto a marca da dor
    Seu sangue jorrando, batendo no chão
    Viu em todos os homens a ingratidão
    Mas não se irou peidu ao pai perdão e o
    Pai perdoou recebeu seu espiríto e chorou

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    Sua cabeça tombou, tombou, tombou
    Sobre o peito caiu, caiu, caiu
    E morreu, morreu, morreu, morreu
    Tudo em silêncio, nem as aves cantavam
    Nem um som se ouvia
    Maria olhou a tumba vazia e ninguém se
    Lembrou que era o terceiro dia a tampa do túmulo
    Estava caída meu mestre já tinha voltado à vida
    Onde está o meu mestre gritava maria
    Quem o escondeu uma voz conhecida se fez ouvir

    Quem procuras maria eis-me aqui, eis-me aqui
    Ao teu lado estou, estou, estou
    Estou vivo, estou vivo, estou vivo,
    Vivo estou.

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