No Império das Estâncias

Nilton Ferreira

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    O dia empeça a chegar à pata larga
    Chamando o taura para a ronda do destino
    O fogo aclara o galpão na madrugada
    Onde a peonada é um irmão no mesmo arrimo

    Um mate gordo no ritual do campechano
    Aquece o peito com a seiva da querência
    Recria alma, flui o sangue da sua rama
    Onde inflama a pura cria em essência

    A mim me basta ser gaúcho nesta vida
    Sovar nos bastos as baldas da bagualada
    Com a moldura da querência em minha lida
    Que mundo lindo Deus me deu para morada

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    A peonada e a tropilha em desatino
    Peala a sina pra um reponte ou pastoreio
    Neste tropel do imenso pampa riograndino
    Encilho o destino pro retovo do rodeio

    Um verde campo com o encanto das estrelas
    Que campereia nossa história nas distâncias
    Alma do mundo que enobrece em vivê-las
    Pátria campeira no império das estâncias

    A mim me basta ser gaúcho nesta vida
    Sovar nos bastos as baldas da bagualada
    Com a moldura da querência em minha lida
    Que mundo lindo Deus me deu para morada

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    Composition: João Ribeiro, Nilton Ferreira, and Álvaro Feliciani

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