Mil Gracias, Terra Gaúcha

Nilton Ferreira

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    O Sol se levanta na anca lustrosa de um gateado oveiro
    E lá no terreiro rastejam esporas em nacos de grama
    Tinidos de argolas quebrando silêncio nas loncas em tentos
    Cantigas do vento recitam seus versos nos furos das tramas

    Um índio pachola sentando em pêlo no lombo de um mouro
    A espa de um touro de ponta espetada chairando o cupim
    E num tranco lento segue a cavalhada pra várzea do fundo
    Eu vejo meu mundo num verde estirado de grama e capim
    E num tranco lento segue a cavalhada pra várzea do fundo
    Eu vejo meu mundo num verde estirado de grama e capim

    Mil gracias, terra gaúcha meu berço campeiro do pingo parceiro
    Pois bueno e valente que nunca se achica
    Jamais reneguei a imensa campina pintada com arte
    Por que faço parte da saga de um povo de alma tão rica
    Mil gracias

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    Um bando de garças de asas fechadas bordando a coxilha
    E a tropa tranquila pastando uma grama e um maçegal
    Silhueta de sombras passeam nos cascos de um baio ruano
    E um violão crioulo derrama cantiga imitando um cardeal

    Então se desgarra do fundo da alma a copla campeira
    Mil gracias fronteira que sempre se arrancha no peito da gente
    Meus olhos me dizem que sou mais gaúcho de tanta grandeza
    No ouro a riqueza e o verde esperança pintando nascente
    Meus olhos me dizem que sou mais gaúcho de tanta grandeza
    No ouro a riqueza e o verde esperança pintando nascente

    Mil gracias, terra gaúcha meu berço campeiro do pingo parceiro
    Pois bueno e valente que nunca se achica
    Jamais reneguei a imensa campina pintada com arte
    Por que faço parte da saga de um povo de alma tão rica
    Mil gracias, terra gaúcha

    Información de la canción

    Composición: Salvador Lamberty, Nilton Ferreira y Paulo Ricardo Costa

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