Aguaceiro
Nilton Ferreira
- C
- D
- D7
- G
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Tono:
G C A chuva guasqueada castigou oG rancho a noite inteira Pingando goteiras nas telhasD quebradas que o tempo gastouD7 O sono perdido tomou outro rumo pela madrugada Na erva lavada, a maré de sonhos queG se bandeou Nas frestas respingam lágrimas deC G chuva e aguaceiro E lá no terreiro um galo encharcadoD traz vida pras casasD7 A manhã se espreguiça, cinzenta e vazia, clareando o oitão E o angico chorão orgulha sua iraG findando em brasasContinúa después del anuncio(Neste aguaceiro que inunda osC G campos pelas inverniasC Minha alma vazia, alheia aoD silêncio que se aquerenciouC D Reponta ilusões na ânsia incontidaG que já fez moradaD Campeando na estrada um olharD7 G perdido que se desgarrou) A mangueira de pedra, inerte noC G tempo, num sono profundo Demonstra que o mundo se acaranchouD em sua porteiraD7 As vidas passadas guapeiam lembranças pelo rancheiro De quem já partiu, deixando saudadesG para a vida inteiraC Um poncho se abre, com asas deG noite goteando no chão E a tal solidão acarancha tristezasD no peito da genteD7 O olhar se perde no imenso vazio que a manhã reponta E nem se dá conta do quadro bonitoG pintado pra gente (Neste aguaceiro que inunda osC G campos pelas inverniasC Minha alma vazia, alheia aoD silêncio que se aquerenciouC D Reponta ilusões na ânsia incontidaG que já fez moradaD Campeando na estrada um olharD7 G perdido que se desgarrou)