Tempo e da Vida

Nilton Ferreira

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    Olhando o verde da taipa do mate
    E a chuva mansa na tarde de outono
    Percebo o tempo num cruel combate
    Dobrando a vida por senhor e dono
    A quantas noites ilusões perdidas
    Em quantos dias sem a luz da aurora
    Quantos janeiros consumindo vidas
    E quantos sonhos são jogados fora.

    Se eu percebesse o quanto era fugaz
    A chama tênue da minha mocidade
    Em vez da dor eu curei a paz
    Em vez da mágoa, a felicidade.

    Naquele tempo de tantos desvelos
    Faltou-me tempo pra nadar no açude
    Hoje que a vida branqueou meus cabelos
    Me sobra tempo e falta juventude
    Faltou-me tempo para os que me amaram
    Tanto que a vida os afastou enfim
    E as velhas penas sem quartel deixaram
    Só o tempo escasso a zombar de mim.

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    Se eu percebesse o quanto era fugaz
    A chama tênue da minha mocidade
    Em vez da dor eu curei a paz
    Em vez da mágoa, a felicidade.

    Se eu percebesse o quanto era fugaz
    A chama tênue da minha mocidade
    Em vez da dor eu curei a paz
    Em vez da mágoa, a felicidade.

    Se eu percebesse o quanto era fugaz
    A chama tênue da minha mocidade
    Em vez da dor eu curei a paz
    Em vez da mágoa, a felicidade.

    Información de la canción

    Composición: Nilton Ferreira

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