Décima do Potro Baio
Noel Guarany
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Tono:
Intro.: A E7 AE7 Eu sai pela fronteira ver negócioA de importânciaE7 Que é pra ver se me ajustava deA capataz de uma estânciaE7 Cheguei lá e me ajustei, dondeA havia uma potradaE7 Onde tinha um bagual baioA respeitado da peonada Int.E7 Baio da venta rasgada carunchadoA nos cornilhoE7 Foi o que mais me agradou paraA sentar o meu lombilhoE7 Pra encilhar o venta rasgada custouA uma barbaridadeE7 Baixou a cabeça na estância foiA levantar na cidadeContinúa después del anuncioInt.E7 Da estância para a cidade regulavaA légua e meiaE7 E onde o baio se acalmou foi naA venda do GouveiaE7 E eu apeei lá no Gouveia pra umA trago de vinhoE7 Depois belisquei o baio desde aA marca inté o focinho Int.E7 Este baio corcoveava mesmo que boiA tafoneiroE7 Pois já tava acostumado corcovear oA dia inteiroE7 Bombeei pra um oitão dum rancho viA uma prenda me espiandoE7 O baio não via nada e continuavaA corcoveando Int.E7 Menina, minha menina me agarraA senão eu caioE7 Que eu a venho sufocado com oA balanço deste baioE7 Uma espora sem roseta e a outra semA papagaioE7 Se as duas estivessem boas, queA seria desse baio Int.E7 Quase arrebentei o pulso e as duasA canas do braçoE7 Deixei o baio bordado de tantaA espora e mangaçoE7 Um dia deixei a estância e fuiA cumprir minha sinaE7 Mas o baio ficou manso inté proA selim de china Int.