Intro.: A E7 AE7 A Eu sai pela fronteira ver negócio de importânciaE7 A Que é pra ver se me ajustava de capataz de uma estânciaE7 A Cheguei lá e me ajustei, donde havia uma potradaE7 A Onde tinha um bagual baio respeitado da peonada Int.E7 A Baio da venta rasgada carunchado nos cornilhoE7 A Foi o que mais me agradou para sentar o meu lombilhoE7 A Pra encilhar o venta rasgada custou uma barbaridadeE7 A Baixou a cabeça na estância foi levantar na cidadeContinúa después del anuncioInt.E7 A Da estância para a cidade regulava légua e meiaE7 A E onde o baio se acalmou foi na venda do GouveiaE7 A E eu apeei lá no Gouveia pra um trago de vinhoE7 A Depois belisquei o baio desde a marca inté o focinho Int.E7 A Este baio corcoveava mesmo que boi tafoneiroE7 A Pois já tava acostumado corcovear o dia inteiroE7 A Bombeei pra um oitão dum rancho vi uma prenda me espiandoE7 A O baio não via nada e continuava corcoveando Int.E7 A Menina, minha menina me agarra senão eu caioE7 A Que eu a venho sufocado com o balanço deste baioE7 A Uma espora sem roseta e a outra sem papagaioE7 A Se as duas estivessem boas, que seria desse baio Int.E7 A Quase arrebentei o pulso e as duas canas do braçoE7 A Deixei o baio bordado de tanta espora e mangaçoE7 A Um dia deixei a estância e fui cumprir minha sinaE7 A Mas o baio ficou manso inté pro selim de china Int.
Décima do Potro Baio
Noel Guarany
- A
- E7
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