D A7 D Com a trouxa na cabeça rumo ao povoado se vaiA7 D Dona primitiva Ismalia flor pampa que se retraiA7 D Crioula da cor de terra lavadeira do UruguaiA7 D Ajoelhada junto ao rio a cantar com a correntezaA7 D Lavando suores profanos dos ricos da redondezaA7 D Vê o lombo do dourado que falta na sua mesaContinues after the adA7 D De pensar em suas misérias de tão magras alegriasA7 D Mal pucheiriada, mas tesa com as crenças e rebeldiasA7 D Numa mistica certeza que virá melhores diasA7 D Quando quer fingir alegrias vai no Nicasso gaiteiroA7 D Tomar licor de pitanga, devagar sentindo cheiroA7 D E sacudir as pelancas num compasso missioneiroA7 D Antes também foi chibeira, formiga no outro ladoA7 D Trazendo galheta e papa, carne e azeite engarrafadoA7 D Hoje vê a outra margem com olhar embaciadoA7 D No velho rancho crioulo, quando a noite nos alcançaA7 D Primitiva é claridade desafiando uma reza mansaA7 D A Santo Inácio de Loiola padroeiro da esperança
Lavadeira Do Uruguai
Noel Guarany
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