Substrato

O Tetraedro

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    No substrato das manhãs vou me propondo
    Uma crítica mordaz
    Ao pesar do esquecimento
    Que de longe um devaneio
    Se desfaz em movimento inconsciente ao acordar

    Vai seguindo no café de todo dia
    Abre a porta e o cinzeiro
    Que espalha pelos cantos
    Em pedaços tão perfeitos
    O que era um papel qualquer que possa registrar o feito

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    Sem hora pra contar
    Nos ponteiros que eu não desenhei
    Em cada pulso, e nem sólido espelho
    Pra saber qual é o brilho das quatro e meia

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    Composition: Juvenal Maia da Motta

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