Papo Lampinho

Onagra Claudique

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    Cara nunca é cedo pra entender
    E este tombo que acaba de levar
    Nem se pode comparar com a dor
    De outros que vêm e não vão passar

    E te ver chorar me faz sorrir
    Por saber que são por coisas triviais
    O meu pranto não tem esse tom
    Não estanca em paz

    Aproveite para desfrutar
    Das palavras que não tem sentido algum
    São um bando de ingratas sem explicação
    São mestras em nos derrubar

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    Saia deste quarto em vem correndo aqui
    Me dê um abraço sem rancor
    Que o meu consolo é ver em ti
    O exato oposto do que eu sou

    Sei que ainda não pode distinguir
    O joio do trigo, o bom e o ruim
    Eu com a minha idade devo confessar:
    Estas questões estão no ar
    Parece um milagre vislumbrar
    Vê-lo conduzir seu ouro de papel
    Fintas de inocência, claras intenções
    Em me iludir

    De todos os males o menor,
    Dentro desta crise não há tragédia em si
    Afinal de contas tuas peripécias
    Sempre tem final feliz

    Farpas ocultadas na palma da mão
    Revelam um tempo a nascer
    Se a gente foge à convenção
    É pra não ter de se esconder.

    Song details

    Composition: Diego Scalada and Roger Valenca

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