No deserto
Bebi da areia
Tive sede
E escolhi o veneno

Troquei o pão
Pelo pó
Levantei altares
Dentro de mim

Beijei ídolos
Chamando de liberdade
Mas cada passo
Era uma corrente

Quem vai quebrar
O que eu alimentei?
Quem vai calar
A voz que me devora?

Me liberta
Antes que eu desapareça
Rasga as correntes
Me traz de volta à luz

Eu não nasci
Pra viver de joelhos
Diante do pecado
Como Sansão

Entreguei minha força
Como Esaú
Vendi meu destino
Como Israel

Abracei meus ídolos
E me tornei
Escravo do que criei
Eu abri a porta

Eu chamei a serpente
Agora
Quem me livrará
De mim?

Tua voz
Chama o morto
Tua luz
Rompe a noite

Se ainda existe graça
Chama meu nome
Quebra
Quebra as correntes

Queima o que me prende
Faz meu coração viver
Não serei mais
Escravo do pecado

Cristo é o meu rei

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