Baile da Cascavel

Os Mateadores

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    Eu canto e não toco por música
    Desempenho meu papel
    Eu canto porque é preciso e hoje vou bater o guiso no rancho da Cascavel

    Quando espicha uma cordeona, chego a sentir o tropel
    Do retoço abarbarado no rancho da Cascavel
    A véia batendo guiso que parecia um cincerro
    Era as cobras se arrastando naquele topo de cerro

    Por volta da meia-noite, virando pra madrugada
    O chinaredo se alçando bailavam de cola atada
    Na copa vendiam vinho, daqueles de garrafão
    E um pastelzito de cabeça pra um índio firmar o garrão
    Milicos se perfilavam como se fosse um quartel
    Com a continência de sempre
    Abença, Tia Cascavel

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    Tia cascavéia pra lá
    Tia cascavéia pra cá
    Dava bote no salão, mandando as moças dançar

    É um trago
    Deixa que eu pago
    Vamos fazer um estrago por conta do coronel
    Larga duas de veneno na moda da cascavel

    Gurias troquem de roupa, sirvam canha com pastel
    Que a festa particular, é por conta do coronel
    O retoço lá, no fundo, bem na ponta do perau
    Aloitava a xiruzada numa tarimba de pau

    O candeeiro era de sebo, iluminando o salão
    Conta com mais de três mês, se cobrava no facão
    Cascavel num entrevero, meteu os pés no borraio
    Morreu num dia de chuva, desnucada por um raio

    Sirvam trago pra santinha, tem que ser canha com mel
    Mas que saudade da veia
    Abença Tia Cascavel

    Song details

    Composition: Elton Saldanha, Joao Sampaio, and Quide Grande

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