Apocalipse

Novos Baianos

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    Tu não deves temer quando o azul deste céu se abrir
    Tu não deves temer quando o verde da mata fluir
    E um anjo branco toca a alma em clarim
    E um anjo negro não quer saber mais de mim

    Tu não deves temer quando o pó do planeta subir
    Tu não deves temer quando o chão começar a ruir
    E um anjo negro toca a alma em clarim
    E um anjo branco não quer saber mais de mim

    A lua de prata
    Vira um ponto preto
    Não se sobra o brilho da estrela Dalva

    Continúa después del anuncio

    O sol bola de fogo
    Vira um pingo d'água
    Não escapa o riso é o fim da mágoa

    Tu não deves temer quando a guerra parar de fluir
    Tu não deves temer quando a fita da paz se partir
    E um anjo branco toca a alma em clarim
    E um anjo negro mostra a bandeira do fim

    " A gente tá só dando um toque. Não existe o centro, tá sabendo? A dor, o amor, a terra, a guerra, o pobre, o nobre... tudo é emprestado. Tudo é por enquanto, não sabe? Certo não é não... muda. Não muda, Paulinho? Tem que mudar... a gente ta só dando um toque. Quem se tocar, se tocou. Quem se toca, se toca...."

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