Aqui No Potreiro Velho

Os Tiranos

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    Eu moro perto do frio,
    No sapé de uma colina
    Aonde o campo termina
    E começa uns 'caidão'
    Meus amigos no meu rancho
    Eu recebo a toda hora
    E as mágoas ficam de fora
    Da cancela do estradão
    No lado sul da estância,
    Num caponete fechado,
    A mutuca tira o gado
    No veranico de maio
    É onde ronca o bugio
    E gorjeia o mem-te-vi
    E onde levo a taquari
    Pra correr co' leão-báio.

    É asssim que passo o tempo
    Quando não tô em fandango
    No dia-a-dia lidando
    Da mangueira aos cafundós
    Aqui no potreiro velho,
    No ventre da casa branca,
    Se mantém a mesma estampa
    E os costumes dos avós.

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    Da janela centenária
    De soleira portuguesa
    Eu bombeio a beleza
    Da tardinha que se veio
    Vejo a sombra de um carancho
    No repecho da coxilha
    E a boiada que pontilha
    Na procura do rodeio
    Cai a noite em negro manto,
    Se reúne a peonada
    Pra contar suas queradas
    No aconchego do galpão
    Se fala de tudo um pouco,
    Um índio chora de amor,
    Outro ouviu o 'gritador',
    O fantasma do rincão.

    Información de la canción

    Composición: Léo Ribeiro, Angelo Marques y Ricardo Marques

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